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Novembro Azul: USP esclarece mitos sobre câncer de próstata

Imagem: Câncer de próstata verdades

Novembro Azul: USP esclarece mitos sobre câncer de próstata

Durante o mês de novembro, a campanha Novembro Azul chama a atenção para a saúde do homem, com foco principal na prevenção e diagnóstico do câncer de próstata. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse tipo de tumor é o segundo mais comum entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Apesar de ser bastante divulgado, o tema ainda é cercado por desinformação. Pensando nisso, o especialista em Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Rafael Ferreira Coelho, abordou os principais mitos e verdades sobre a doença. Suas explicações são fundamentais para desmistificar o tema e promover hábitos saudáveis entre a população masculina.

Mitos e verdades: o que é essencial saber sobre o câncer de próstata

Segundo o médico Rafael Coelho, a próstata é uma glândula masculina localizada abaixo da bexiga, responsável por produzir parte do líquido seminal. Com o envelhecimento, a próstata pode passar por alterações, e uma delas é o câncer. Entretanto, nem todo crescimento da glândula está relacionado à doença maligna.

Entender as câncer de próstata verdades é fundamental para superar o medo que muitos homens têm em relação aos exames preventivos. A seguir, esclarecemos informações equivocadas e pontos importantes destacados pela USP.

Mito: apenas homens mais velhos precisam se preocupar

Esse é um erro comum. Embora o risco aumente com a idade, especialmente a partir dos 50 anos, homens com histórico familiar da doença devem começar a avaliação médica aos 45 anos. De acordo com o especialista da USP, fatores genéticos exercem grande influência no desenvolvimento da doença.

Verdade: o exame de toque ainda é necessário

Apesar de muitos homens evitarem o exame de toque retal por preconceito ou vergonha, ele continua sendo um importante exame diagnóstico. Rafael Coelho aponta que o exame físico permite ao médico detectar nódulos ou irregularidades que podem não aparecer no exame de sangue (PSA).

Portanto, tanto o exame de toque quanto o PSA devem ser utilizados em conjunto para uma avaliação mais eficaz. Isso reforça uma das principais câncer de próstata verdades: a detecção precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento.

Mitos comuns que precisam ser quebrados

Desmistificar o câncer de próstata é um passo importante para aumentar a adesão ao rastreamento. Conheça os mitos mais frequentes, segundo o especialista da USP:

  • Mito: Ter câncer de próstata significa problemas sérios na vida sexual. – Em muitos casos, o diagnóstico precoce permite tratamentos menos invasivos, com menor impacto na vida sexual do paciente.
  • Mito: O câncer de próstata sempre apresenta sintomas. – A doença é muitas vezes silenciosa, principalmente no início. Por isso, os exames preventivos são cruciais.
  • Mito: Se o PSA estiver normal, não há motivo para preocupação. – Em alguns casos, o PSA pode estar dentro da normalidade, mas ainda assim haver câncer. Por isso, o exame de toque deve ser realizado também.

Câncer de próstata verdades: fatores de risco e prevenção

Rafael Coelho destaca os principais fatores que aumentam o risco de desenvolvimento da doença:

  • Histórico familiar de câncer de próstata
  • Idade superior a 50 anos
  • Homens da raça negra
  • Obesidade

Embora a prevenção total não seja possível, o médico da USP recomenda hábitos saudáveis que podem reduzir os riscos:

  • Prática regular de atividade física
  • Alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e vegetais
  • Redução de gordura de origem animal
  • Acompanhamento médico regular

Além disso, manter o peso corporal ideal é outro fator de proteção relevante. Muitos estudos associam a obesidade ao maior risco de tumores agressivos.

Câncer de próstata verdades e diagnóstico precoce

O câncer de próstata, quando detectado em sua fase inicial, tem altas taxas de cura. Porém, muitos casos ainda são diagnosticados em estágios avançados, especialmente por resistência aos exames preventivos, como o toque retal.

Coelho afirma que, quando diagnosticado de forma precoce, o tratamento pode oferecer menos efeitos colaterais e uma recuperação mais rápida. Os exames de rastreamento não devem ser vistos como punição ou vergonha, mas como aliados na manutenção da saúde masculina.

Em sua avaliação, é possível considerar que o medo e o preconceito são hoje maiores obstáculos que a própria doença. Por isso, campanhas como o Novembro Azul são tão importantes para quebrar tabus e incentivar o cuidado preventivo.

Papel da USP e do Hospital das Clínicas

O Hospital das Clínicas da USP atua não só no diagnóstico e tratamento do câncer de próstata, como também na produção de conhecimento e na promoção da saúde pública. Diversas campanhas de conscientização ao longo do ano são realizadas para ampliar o acesso à informação de qualidade.

Além disso, o hospital integra pesquisa, ensino e extensão, o que permite uma abordagem mais ampla e humanizada dos seus pacientes. A experiência de profissionais como Rafael Coelho, com formação acadêmica e prática hospitalar, é essencial para discutir com clareza os aspectos mais importantes da doença.

Conclusão: conhecimento supera o medo

Ao entender os mitos e verdades sobre o câncer de próstata, os homens podem tomar decisões mais conscientes sobre sua saúde. A campanha de Novembro Azul tem como objetivo principal estimular o autocuidado e o acompanhamento médico regular. Conhecimento, neste caso, pode literalmente salvar vidas.

Busque informação confiável, consulte seu urologista e quebre o silêncio em torno da prevenção. Afinal, como reforça o especialista da USP, detectar a doença no início é a melhor forma de vencê-la.