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Butantan inicia testes da vacina adjuvada contra gripe em idosos

Imagem: Vacina gripe idosos Butantan

Butantan inicia testes da vacina adjuvada contra gripe em idosos

O Instituto Butantan deu um passo importante no combate à gripe com o início do ensaio clínico de fase 3 da nova vacina gripe idosos Butantan, especialmente desenvolvida para idosos com 60 anos ou mais. O estudo começou em 12 de fevereiro e pretende avaliar a segurança e eficácia do imunizante adjuvado, que promete melhorar a resposta imunológica em uma faixa etária mais vulnerável.

Vacina gripe idosos Butantan busca maior proteção para quem mais precisa

Esse novo imunizante contém um adjuvante – substância que intensifica a resposta imune – chamado IB160, criado pelo próprio Instituto Butantan. Composto por escaleno, esse adjuvante é seguro e tem como objetivo aumentar a eficácia da vacina em pessoas idosas, que naturalmente possuem uma resposta imune reduzida. O envelhecimento afeta diretamente a imunidade, tornando os idosos mais expostos às complicações graves da gripe.

Além do mais, nesse grupo etário, a presença de comorbidades como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas aumenta o risco de hospitalizações e mortalidade. A vacina gripe idosos Butantan surge como uma resposta científica à necessidade de oferecer uma proteção mais robusta por meio do SUS.

Primeira fase do estudo envolve 300 voluntários

O ensaio clínico entrou em sua primeira etapa com 300 voluntários recrutados em sete centros de pesquisa distribuídos pelo Brasil. Essa fase tem como foco a análise da segurança da vacina e será monitorada por um comitê independente. Os participantes são pessoas com 60 anos ou mais, saudáveis ou com comorbidades controladas.

  • A2Z Clinical Centro Avançado de Pesquisa Clínica – Valinhos (SP)
  • Centro de Pesquisa do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto – Serrana (SP)
  • Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto – São José do Rio Preto (SP)
  • Universidade Municipal de São Caetano do Sul – São Caetano do Sul (SP)
  • Associação Obras Sociais Irmã Dulce – Centro de Pesquisa Clínica – Salvador (BA)
  • Centro de Pesquisas Clínicas da Universidade Federal de Sergipe – Laranjeiras (SE)
  • Plátano Centro de Pesquisa Clínica – Recife (PE)

Vale ressaltar que indivíduos com doenças imunodepressoras ou com condições não estabilizadas não serão incluídos no estudo. Após essa fase, se os resultados forem satisfatórios, o ensaio seguirá para a fase seguinte.

Vacina gripe idosos Butantan avança para ampliação do estudo

Com a validação da segurança inicial, está prevista a realização da segunda fase a partir de abril. Essa etapa acontecerá em paralelo à Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, o que ajudará a proteger os participantes durante o período de maior circulação do vírus influenza.

Serão recrutados 6.900 participantes em uma fase comparativa. Parte dos voluntários receberá o novo imunizante com adjuvante do Butantan e o restante receberá uma vacina contra gripe de alta dose, atualmente disponível somente na rede privada. O estudo vai verificar se a vacina adjuvada, mesmo sem alta dose, produz resposta imunológica semelhante, garantindo proteção eficaz.

Mais 10 centros de pesquisa localizados em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte serão integrados para alcançar o número total de voluntários. Todos os participantes serão monitorados durante seis meses após a aplicação da vacina.

Alta mortalidade por gripe entre os idosos exige soluções eficazes

Segundo dados do Boletim InfoGripe, em 2025, o Brasil registrou 231.812 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), resultando em 13.678 mortes. Uma parte significativa desses óbitos esteve relacionada ao vírus influenza A. Os principais afetados foram idosos acima de 65 anos e crianças com menos de dois anos.

A cada ano, milhares de idosos são hospitalizados devido a complicações da gripe. Isso ocorre principalmente por causa da imunossenescência, a queda gradual na eficiência do sistema imunológico à medida que envelhecemos. Uma vacina mais eficaz pode reduzir a gravidade dos sintomas, a duração da doença e a necessidade de hospitalização, além de aliviar a sobrecarga do sistema de saúde.

Butantan e sua tradição no combate à gripe

Desde 2013, o Instituto Butantan é responsável pela produção da vacina Influenza trivalente sazonal, distribuída anualmente pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). São cerca de 80 milhões de doses produzidas por ano para proteger a população brasileira.

Esse imunizante é oferecido gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para pessoas com 6 meses de idade ou mais. Contudo, alguns grupos são prioridade no início das campanhas, como:

  • Idosos com 60 anos ou mais
  • Crianças entre 6 meses e menores de 6 anos
  • Gestantes e puérperas
  • Pessoas em situação de rua

A vacina gripe idosos Butantan poderá se tornar parte fundamental desse programa, ampliando ainda mais a barreira de proteção oferecida aos mais vulneráveis ao vírus.

Esperança de melhorias no SUS

Se os resultados do estudo forem positivos, a nova vacina adjuvada poderá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Isso tornaria possível a disponibilização de um imunizante mais potente para milhões de idosos, gratuitamente e com produção nacional.

O avanço tecnológico na formulação com adjuvante IB160 é um marco para a indústria farmacêutica nacional. Ele evidencia o potencial da ciência brasileira em criar soluções acessíveis, inovadoras e adaptadas às necessidades dos nossos grupos prioritários.

Conclusão: um passo decisivo na prevenção da gripe

A nova vacina gripe idosos Butantan representa uma esperança concreta para reduzir a vulnerabilidade dessa faixa etária às complicações causadas pela gripe. Além disso, reforça o papel fundamental do Instituto Butantan na liderança científica nacional e na produção de imunobiológicos para o SUS.

Com o avanço dos testes e os dados qualificados do ensaio clínico, será possível determinar se essa vacina poderá revolucionar a imunização dos idosos no Brasil. Até lá, a participação voluntária no estudo clínico e a continuidade das estratégias de prevenção são cruciais para proteger vidas.