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Delegada recém-empossada é presa na Operação Serpens em SP

Imagem: Delegada presa Operação Serpens

Delegada recém-empossada é presa na Operação Serpens em SP

Na manhã desta sexta-feira (16), uma ação coordenada entre a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público, por meio dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) paulista e do Pará, resultou na prisão de uma delegada recém-empossada. Esta operação, denominada Operação Serpens, revelou um esquema inquietante que envolve o vínculo da servidora com uma organização criminosa de atuação interestadual.

Delegada presa Operação Serpens: detalhes da operação

Durante a Operação Serpens, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes cidades, incluindo São Paulo e Marabá, no Pará. Além disso, ordens de prisão temporária foram expedidas tanto para a delegada investigada — nomeada em dezembro do ano passado — quanto para um integrante de facção que estava em liberdade condicional.

É importante destacar que a investigada ainda se encontrava em período de formação na Academia de Polícia, ou seja, não estava no exercício efetivo da função de delegada. Mesmo assim, as suspeitas recaíram sobre sua conduta diante da descoberta de atividades ilícitas e ligações questionáveis.

O que motivou a prisão da delegada na Operação Serpens?

Segundo as autoridades, entre elas o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a delegada presa Operação Serpens foi alvo de uma rápida resposta do Estado assim que indícios de conduta irregular surgiram. “Essa ação mostra que a gente não hesita em cortar na própria carne”, afirmou Nico. Assim que a corregedoria detectou movimentações suspeitas, uma investigação detalhada teve início, carregando consigo rígidos mecanismos de controle e transparência.

O aprofundamento das apurações revelou que, após ser nomeada delegada, a suspeita participou de audiências de custódia como advogada de defesa de um membro da facção, no Pará. Essa conduta vai contra a legalidade de sua nova função, tornando-se uma das principais provas levantadas pela investigação.

Fases da investigação contra a delegada presa Operação Serpens

Mecanismos internos de fiscalização da própria Polícia Civil foram responsáveis por identificar inicialmente as irregularidades da delegada. As investigações apontaram o exercício em paralelo da advocacia, atividade vedada a servidores policiais, e uma relação pessoal e profissional com um integrante ativo da organização criminosa.

A Corregedoria instaurou processos administrativos e criminais para garantir uma apuração técnica dos fatos. Com base nesse trabalho, mandados judiciais foram cumpridos, visando impedir a continuidade da atividade ilegal e preservar a integridade das instituições.

Novos desdobramentos: de advogada a delegada presa Operação Serpens

Durante os levantamentos, ficou esclarecido que não há provas de envolvimento da organização criminosa durante o processo de formação da delegada. Entretanto, de acordo com o promotor Carlos Gaya, há indícios de que o contato com lideranças da facção dentro de presídios no Pará resultou no recrutamento da investigada. A ligação dela com a facção se aprofundou devido a um relacionamento amoroso com uma das lideranças da organização.

Com a execução dos mandados de prisão temporária e das buscas, as investigações seguem em curso e devem aprofundar ainda mais o entendimento sobre a participação da delegada recém-empossada no esquema criminoso.

Autoridades destacam compromisso com integridade e combate ao crime

O corregedor-geral da Polícia Civil de São Paulo, João Batista Palma Beolchi, enfatizou que o controle interno das forças policiais é constante. “Nosso compromisso institucional e inafastável é, seguramente, pelo aperfeiçoamento do controle interno, da transparência, legalidade e combate feroz e sistêmico contra corrupção”, garantiu Beolchi.

O secretário da Segurança Pública reforçou ainda que o combate ao crime organizado permanece prioridade, sem concessões. “Ela tinha um compromisso com o crime organizado. E não vamos deixar o crime organizado contaminar nossos agentes públicos”, afirmou Osvaldo Nico Gonçalves.

Repercussões e próximos passos após a prisão da delegada na Operação Serpens

A prisão da delegada presa Operação Serpens evidencia a prontidão e firmeza das instituições na repressão a qualquer vínculo indevido dentro de seus quadros. Após a deflagração da operação conjunta, a Polícia Civil, em colaboração com o Ministério Público, segue aprofundando as investigações para responsabilizar criminalmente todos os envolvidos.

Essa atuação demonstra que, para órgãos de segurança pública, o compromisso com a sociedade e a legalidade prevalece, eliminando elementos nocivos de suas fileiras. O caso reforça a importância dos mecanismos de controle internos para proteger a integridade e a confiança nas instituições responsáveis pela defesa do Estado.

Principais pontos da Operação Serpens:

  • Prisão temporária de delegada recém-empossada em SP;
  • Participação da investigada como advogada da defesa de faccionado;
  • Relação pessoal e profissional com integrante de facção;
  • Mecanismos internos foram essenciais para apuração dos fatos;
  • Aperfeiçoamento constante do controle interno e combate à corrupção como prioridade institucional.

Com investigações em andamento, a expectativa é que novas informações sobre o caso venham à tona. Até lá, a atuação firme das instituições públicas serve como referência no combate à infiltração do crime organizado nos organismos de segurança.