11/06/2024 14:38

Batcu: grupos LGBT se manifestam sobre demissão no Ministério da Saúde

“Batcu”: grupos LGBT apontam “discurso orquestrado por setores de direita” sobre dança erótica em evento do Ministério da Saúde

Grupos que representam a comunidade LGBT saíram em defesa do ex-diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Andrey Lemos. Ele foi exonerado do cargo depois da polêmica envolvendo a apresentação da dança “batcu” durante um evento promovido pelo MS em Brasília, como mostrou a coluna.

Em nota conjunta, 134 entidades filiadas à Coalizão Nacional LGBTI+ manifestaram apoio ao ex-diretor, que é historiador e doutorando em Saúde Coletiva. Andrey Lemos é ativista da causa LGBT, fundador e ex-presidente da União Nacional LGBT.

Para os grupo que assinam a nota, as críticas à apresentação realizada no I Encontro de Mobilização da Promoção da Saúde (Em Prosa) integram “um discurso orquestrado pelos setores de direita, que anseiam fragilizar o governo federal democratimente eleito”.

“Optou-se por criminalizar uma manifestação isolada e, por associação, tenta-se deturpar a biografia de um grande brasileiro”, diz a nota.

As entidades dizem “lamentar” que o incidente da dança erótica, considerada “inadequada” pelo Ministério da Saúde, tenha ”ofuscado os avanços na implementação da Política Nacional de Promoção da Saúde, alcançados no evento”.

A ministra da Saúde Nísia Trindade disse ter sido surpreendida com a apresentação no Encontro de Mobilização. Ela determinou a criação de uma curadoria para organização de eventos da pasta, na intenção de evitar casos semelhantes.

Secretário deve permanecer

Até o momento mantido no cargo, o secretário de Atenção Primária, Nésio Fernandes, deverá ser poupado.

Embora haja pressão de setores da base aliada do governo pela demissão de Fernandes, a ministra Nísia Trindade acredita que a exoneração de Andrey Lemos e a criação de uma curadoria para evitar que “batcus” se repitam já foram respostas suficientemente enérgicas para estancar a crise.

A secretaria é responsável por tocar programas estratégicos como Mais Médicos e Brasil Sorridente.

Fonte: Metrópoles

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