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Justiça nega retirada de tornozeleira eletrônica de Gil Rugai

Imagem: Gil Rugai tornozeleira eletrônica

Justiça nega retirada de tornozeleira eletrônica de Gil Rugai, condenado pela morte do pai e madrasta

Ex-seminarista cumpre pena por assassinato em Tremembé (SP) e pedia retirada do equipamento por ‘bom comportamento’.

A Justiça negou o pedido de retirada da tornozeleira eletrônica de Gil Rugai, condenado pelo assassinato do pai e da madrasta. Ele cumpre pena em regime semiaberto na Pentenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, com uso do equipamento de monitoramento desde que progrediu de regime.

A decisão foi publicada na última semana e é da juíza Marina de Almeida Gama Barros, da 1ª Vara das Execuções Criminais da Capital. O pedido de remoção da tornozeleira foi feito pela defesa de Gil, que alegou que ele teve bom comportamento, estava regularmente empregado e tinha cumprido mais de um sexto da pena.

Gil Rugai foi condenado a 33 anos e 9 meses pelo assassinato de Luiz Carlos Rugai e Alessandra Troitino em 2004. Os crimes aconteceram na casa da família em Perdizes, na Zona Oeste da capital. Ele foi preso em 2013, após ser condenado, e desde 2021 cumpre pena em Tremembé.

Decisão da Justiça

Na sentença, a magistrada afirmou que o uso da tornozeleira é importante para o monitoramento do reeducando e destacou que a medida não compromete o direito de convívio social do preso, que já está em regime semiaberto.

A juíza ainda destacou que, apesar da alegação de bom comportamento, há registros de faltas disciplinares no prontuário de Gil Rugai, como um atraso no retorno da saída temporária.

“Note-se que uma das faltas disciplinares constante do histórico é justamente o atraso no retorno de saída temporária, o que corrobora a necessidade de manutenção do monitoramento eletrônico”, diz um trecho da decisão.

O crime

O assassinato do casal Luiz Carlos Rugai e Alessandra Troitino aconteceu em março de 2004. Na época, Gil Rugai tinha 20 anos e era ex-seminarista. Ele sempre negou o crime.

O casal foi morto a tiros dentro da casa onde morava, no bairro das Perdizes. De acordo com a investigação, o assassinato foi motivado por um desentendimento familiar. Gil teria sido flagrado desviando dinheiro da empresa do pai e foi afastado do trabalho.

Ao longo das investigações, a Polícia Civil recolheu provas como fragmentos de impressões digitais, pegadas e o registro de que portas e janelas não haviam sido arrombadas, o que apontaria que a vítima conhecia o agressor.

A acusação também apresentou como prova que munições encontradas no quarto de Gil eram compatíveis com as usadas no crime. Ele foi julgado em 2013 e condenado pelos dois homicídios.

Condenação

Gil Rugai foi condenado a 33 anos e 9 meses de prisão pelos crimes. Ele começou a cumprir a pena em regime fechado. Em 2018, a Justiça concedeu a progressão ao regime semiaberto, e desde então, cumpre a pena na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista.

No semiaberto, ele tem direito a benefícios como trabalho externo, saídas temporárias e visita familiar. No entanto, também é monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

Fonte: G1