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Entenda a Gripe K, Variante do Vírus Influenza A H3N2
O aumento global no número de casos de gripe K, uma variante do vírus Influenza A H3N2, tem chamado a atenção de autoridades sanitárias. Identificada como um subclado do H3N2, essa variação não é uma nova doença. Ela é uma mutação de um patógeno já conhecido, circulando desde meados de 2025 em várias partes do mundo, sendo identificada no Brasil no final de 2025.
Gripe K: aumento de casos preocupa autoridades
Com aumento repentino a partir de agosto de 2025, a gripe K não faz parte das vacinas de influenza para o inverno de 2026. Essas vacinas são atualizadas com base nas cepas mais circulantes no período anterior, conforme monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em meados de setembro de 2025, a OMS divulgou, sem incluir a cepa K, a composição das vacinas trivalentes e tetravalentes.
Apesar disso, as vacinas de influenza de hoje ajudam a proteger contra a gripe K. A OMS alertou em dezembro que, embora os imunizantes não contemplem a nova variante, continuam oferecendo proteção contra formas graves da doença e hospitalizações.
Gripe K: evolução e origem
A variante K, também chamada de J.2.4.1, surgiu do subclado J.2 do H3N2. Com sete mutações genéticas, mostrou-se capaz de “escapar” da resposta imune, elevando infecções. Os vírus influenza podem sofrer mutações de duas formas: rearranjo genético de cepas coexistentes em um hospedeiro ou pela evolução natural e espontânea do patógeno, sendo este o caso da variante K.
Paulo Lee Ho, cientista do Butantan, enfatiza que não há indícios de que o subclado K provoque aumento na gravidade da doença, apesar das mutações. Conforme alertado pela OMS, a gripe K não possui potencial pandêmico, pois as cepas pandêmicas geralmente surgem de rearranjos genéticos complexos, algo que a variante K não apresenta.
Importância da vacinação contínua
De acordo com Paulo Lee Ho, vacinar-se anualmente é crucial para manter a imunidade e prevenir casos graves, especialmente em grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos. O especialista destaca que evidências demonstram que pessoas vacinadas infectadas pela cepa K ficaram protegidas contra sintomas graves.
A vacina da gripe do Instituto Butantan, oferecida gratuitamente pelo SUS, inclui uma cepa de influenza A (H3N2), de onde vem a variante K, além de cepas de influenza A (H1N1) e B (linhagem Victoria).
Como a gripe K se propaga?
É comum um aumento de infecções com a circulação de uma nova cepa. Uma alta cobertura vacinal é essencial para reduzir transmissões e evitar que novas variantes se disseminem. A OMS e especialistas sugerem que essas medidas preventivas são fundamentais para controlar a propagação do vírus e garantir a saúde pública.
Frequência de mutações e atualizações de vacinas
Os vírus influenza mutam frequentemente devido à sua biologia. Sendo vírus de RNA, são capazes de duplicar seu material genético sem corrigir erros, criando mutações. Conforme explicado por Paulo Lee Ho, quando uma duplicação posiciona um nucleotídeo de forma errada, ocorre uma mutação no material genético.
Em abril de 2025, a vacina Influenza foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação de rotina para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, grávidas e pessoas idosas.
Em resumo, a gripe K evoluiu de um patógeno conhecido, destacando a importância da vacinação contínua. Mesmo diante de novas variantes, as vacinas atuais continuam a oferecer proteção significativa, sendo uma ferramenta crucial na prevenção de complicações graves.
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