08/06/2024 07:12

O “amigo do amigo do meu pai” foi parar no Times

Semana de Escândalos: “Amigo do Amigo do Meu Pai” no Centro das Discussões

Durante toda esta semana, os principais editoriais brasileiros e até o Financial Times destacaram o tema do “amigo do amigo do meu pai”, centrado na recente instrução de investigação sobre a Transparência Internacional (TI). Isso veio à tona após a divulgação de um relatório por parte desse órgão de fiscalização da corrupção, apontando as recentes ações como um dos fatores para o péssimo desempenho do Brasil no índice anual de Percepção da Corrupção.

O apelido “amigo do amigo do meu pai” refere-se ao ministro Dias Toffoli, envolvido em tratativas ilícitas com o empreiteiro Marcelo Odebrecht. Por sua vez, “amigo do meu pai” é o atual presidente da República, Lula, conhecido de Emílio Odebrecht desde seus dias como sindicalista, conforme denunciado pela revista Crusoé.

As ações controversas de Dias Toffoli, incluindo a suspensão de multas bilionárias para empreiteiras, mancharam ainda mais a reputação do Brasil no ranking de Percepção da Corrupção. O Financial Times aponta que a ordem de Toffoli para investigar a organização anticorrupção que denunciou o enfraquecimento da luta contra a corrupção no Brasil é apenas a mais recente de uma série de medidas que buscam desfazer o legado da Lava Jato.

O Departamento do Tesouro dos EUA classificou o esquema de corrupção na Petrobras, revelado pela Lava Jato, como o maior caso de suborno estrangeiro da história. A TI afirmou que, devido às decisões de Toffoli, o Brasil se tornou um “cemitério de evidências de crimes”.

Diante das denúncias da TI, Toffoli tentou usar a Procuradoria Geral da República (PGR) para investigar a ONG por suposta apropriação de recursos recuperados pela Lava Jato. A acusação foi considerada “falsa e leviana.

Mariana Baia

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