2025 está chegando..

d
h
m
s
Feliz Ano Novol!!!

Câncer de vulva e vagina: sintomas, causas e prevenção

Imagem: Câncer ginecológico raro

Câncer de vulva e vagina: sintomas, causas e prevenção

O câncer pode afetar praticamente qualquer órgão do corpo humano. Entre as mulheres, o desenvolvimento de tumores na vulva e na vagina é um exemplo de câncer ginecológico raro, sendo menos comum que outros tipos, como o câncer do colo do útero. Ainda assim, esses casos reforçam a importância do acompanhamento regular com profissionais da saúde.

Segundo o professor Jesus Paula Carvalho, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e chefe da Ginecologia Oncológica do Icesp, há muita confusão entre os órgãos vulva e vagina. Entender essa diferença é fundamental para a identificação precoce de anormalidades.

O que são vulva e vagina? Conheça as diferenças

A vulva é a parte externa da genitália feminina. Ela inclui os grandes lábios, pequenos lábios, clitóris, monte de Vênus e a região dos pelos. Já a vagina é o canal interno que liga a membrana himenal ao colo do útero.

Embora sejam estruturas distintas, ambas podem desenvolver tumores. O câncer de vulva representa cerca de 1% dos cânceres ginecológicos. O câncer de vagina é ainda mais incomum, o que os coloca no grupo de câncer ginecológico raro.

Câncer ginecológico raro: conheça as principais causas

De acordo com o especialista, o desenvolvimento desses tipos de câncer está associado, principalmente, à infecção pelo papilomavírus humano (HPV). Trata-se de um fator de risco comum também em casos de câncer do colo do útero.

No caso do câncer de vulva, a doença é mais frequente em mulheres acima dos 60 anos. Isso porque, nessa faixa etária, existe uma maior incidência de líquen escleroso, uma condição inflamatória crônica que altera a pele da vulva e pode evoluir para câncer.

o câncer de vagina pode surgir em mulheres de todas as idades, embora sua ocorrência continue baixa. Além do HPV, outros fatores aumentam os riscos, como:

  • Tabagismo
  • Uso prolongado de medicamentos imunossupressores
  • Transplantes e imunossupressão
  • Histórico de outras doenças ginecológicas

Como detectar um câncer ginecológico raro: sintomas mais comuns

Detectar um câncer ginecológico raro pode ser desafiador. Isso ocorre porque seus sintomas iniciais não são específicos e muitas vezes passam despercebidos, principalmente entre mulheres mais idosas.

No câncer de vulva, é comum sentir:

  • Coceira persistente (prurido)
  • Manchas escuras ou claras
  • Alterações na textura da pele
  • Feridas que não cicatrizam

Esses sinais muitas vezes são confundidos com doenças dermatológicas benignas, o que retarda o diagnóstico. Para complicar, mulheres mais velhas tendem a não relatar essas alterações ao ginecologista.

No câncer de vagina, por ser um tumor do canal interno, o principal sintoma é o sangramento vaginal. Ele ocorre, principalmente, após relação sexual, sendo facilmente negligenciado por quem já se encontra na menopausa.

Diagnóstico e tratamento precoce fazem a diferença

Ambos os tipos de câncer podem ser detectados durante exames ginecológicos de rotina, como o exame especular e o toque vaginal. Por essa razão, é fundamental manter as consultas periódicas com o ginecologista ao longo da vida.

Diante de qualquer lesão suspeita, é realizada uma biópsia para confirmar ou descartar o câncer. No entanto, muitos diagnósticos ainda ocorrem em estágio avançado. Nessa fase, o tumor pode ter invadido linfonodos ou outros órgãos próximos.

Quando identificado precocemente, o tratamento costuma ser mais simples e envolve apenas cirurgia, que geralmente resulta em altos índices de cura. Nos estágios mais avançados, são necessários procedimentos mais agressivos, como cirurgia combinada com radioterapia.

Por que os casos estão aumentando no Brasil?

O número de diagnósticos de câncer na vulva e na vagina tem aumentado no país. Esse crescimento é atribuído ao envelhecimento da população feminina, já que o risco da doença aumenta com a idade.

Além disso, mulheres com sistema imunológico fragilizado, como pacientes transplantadas ou portadoras de doenças autoimunes, estão mais vulneráveis. Usuárias de certos medicamentos imunossupressores também se incluem nesse grupo de risco elevado.

Outro fator agravante é o tabagismo, que influencia diretamente na possibilidade de desenvolver tumores ginecológicos raros. O cigarro compromete o sistema imunológico e facilita a ação do HPV.

Prevenção é o melhor caminho

Para evitar o câncer de vulva e o câncer de vagina, é importante adotar medidas preventivas. A principal delas é a vacinação contra o HPV, que já está disponível gratuitamente para adolescentes no sistema público de saúde no Brasil.

Além disso, manter uma boa higiene íntima, evitar o tabaco e realizar exames ginecológicos com regularidade são atitudes fundamentais na prevenção. Mulheres na menopausa ou com histórico de líquen escleroso devem redobrar os cuidados.

  • Evite fumar
  • Vacine-se contra o HPV
  • Use preservativos
  • Realize o Papanicolau periodicamente
  • Consulte o ginecologista ao notar qualquer sintoma

Conclusão: ciente dos riscos, atenta aos sinais

O câncer na vulva e na vagina é um câncer ginecológico raro, mas que pode ser prevenido e tratado com sucesso, sobretudo se identificado no início. O conhecimento sobre os sintomas, fatores de risco e a importância dos exames ginecológicos é essencial para reduzir os impactos desses diagnósticos.

Ao menor sinal de alteração, procure atendimento médico. O acompanhamento contínuo com profissionais especializados é a melhor maneira de garantir a sua saúde e bem-estar ao longo da vida.