Senado analisa projeto que reconhece saúde estética para profissionais
A saúde estética tem ganhado destaque no Brasil nos últimos anos. Agora, um novo capítulo se desenha no Senado. O Projeto de Lei 3.698/2026, de autoria do senador Izalci Lucas (PL-DF), traz uma importante discussão: o reconhecimento da saúde estética regulamentada como área de atuação para profissionais de diferentes segmentos da saúde.
O que prevê o PL 3.698/2026 sobre saúde estética regulamentada
Segundo o texto protocolado em julho, a proposta busca legitimar a atuação de profissionais que, de acordo com sua formação e regulamentação, já realizam procedimentos estéticos. Isso inclui biólogos, biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
Portanto, se aprovado, o projeto poderá criar uma base jurídica sólida para esses profissionais. O PL 3.698/2026 está aguardando despacho para as comissões temáticas, onde será apreciado e discutido antes de seguir para votação em plenário.
Por que é importante reconhecer a saúde estética regulamentada?
O principal objetivo do projeto, conforme destacou o autor, é garantir maior segurança jurídica a profissionais da saúde que já atuam no setor estético. Com a saúde estética regulamentada, o mercado fica mais protegido. Além disso, a população pode buscar serviços com confiança nos profissionais habilitados.
- Redução de riscos em procedimentos estéticos;
- Valorização e transparência profissional;
- Proteção ao consumidor com profissionais qualificados;
- Menor judicialização por conflitos profissionais.
Vale destacar que a saúde estética regulamentada não cria novos direitos, mas formaliza a prática. Muitos desses profissionais já são autorizados por seus conselhos de classe a realizar procedimentos, desde que estejam devidamente habilitados e dentro das normas legais das profissões.
Mercado em crescimento e a necessidade de regulamentação da saúde estética
O ramo da estética movimenta bilhões anualmente no Brasil. Grande parte desse sucesso se deve à confiança dos clientes em profissionais preparados. No entanto, existem desafios e notícias frequentes sobre denúncias ligadas à atuação de pessoas sem qualificação, o que coloca em risco a saúde dos pacientes.
Diante desse cenário, a regulamentação surge como caminho natural. Reconhecer formalmente que profissionais da saúde podem atuar legalmente em procedimentos estéticos oferece benefícios fundamentais para toda a sociedade. Dessa forma, além de segurança ao paciente, também é possível ampliar oportunidades no mercado para especialistas, sem prejudicar outros setores da saúde.
Procedimentos mais comuns na saúde estética regulamentada
Entre as atividades comumente realizadas pelos profissionais citados no projeto, destacam-se:
- Aplicações de toxina botulínica (Botox);
- Procedimentos com preenchedores dérmicos, como ácido hialurônico;
- Tratamentos faciais e corporais com aparelhos;
- Peelings químicos;
- Terapias para prevenção do envelhecimento;
- Cuidados integrados em estética vocal e facial (fonoaudiologia);
- Micropigmentação e revitalização da pele.
Ainda que cada conselho de classe já defina padrões para o exercício de atos estéticos pelos seus profissionais, o Projeto de Lei 3.698/2026 propõe consolidar as regras em âmbito nacional.
Tramitação do PL 3.698/2026 e próximos passos
De acordo com o rito legislativo, o projeto espera despacho para as comissões temáticas desde julho. O processo de análise será detalhado, com potencial para debates que envolvem representantes dos conselhos regionais e usuários de serviços de saúde estética.
A tramitação pode incluir audiências públicas, revisão de textos e apresentação de emendas. É fundamental acompanhar de perto, pois mudanças no texto ou avanços legislativos impactarão centenas de milhares de profissionais e consumidores.
Os desafios para consolidar a saúde estética regulamentada
Reconhecer a saúde estética regulamentada representa uma tentativa de harmonizar o cenário nacional, onde diferentes Estados criam regras próprias ou interpretam de maneira distinta as atividades permitidas. Isso gera insegurança, tanto para quem atua quanto para quem contrata procedimentos.
Com a regulamentação federal, espera-se uniformidade nas normas. Além disso, haverá mais clareza para pequenas empresas, clínicas e profissionais liberais do setor. Isso também pode limitar a atuação irregular de pessoas sem formação adequada, aumentando a responsabilidade e proteção dos pacientes.
Saúde estética e o papel de cada profissional
Cada um dos profissionais citados no projeto possui áreas de expertise específicas. Aliás, ao definir claramente o que cada um pode fazer, a regulamentação evita sobreposição de funções e promove o trabalho multiprofissional. Portanto, ganha o cidadão, que poderá escolher serviços com ainda mais segurança.
Enquanto o PL 3.698/2026 tramita no Senado, profissionais e interessados em saúde estética devem se manter informados sobre o andamento das discussões. A expectativa é que, com a aprovação da saúde estética regulamentada, o Brasil avance em qualidade de atendimento estético, segurança e transparência no setor.







