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Crateras em São José preocupam moradores há 15 anos

Imagem: Crateras recorrentes São José

Crateras em São José: rua da zona sul tem histórico de afundamentos há 15 anos; relembre casos

Rua Humaitá, no bairro Vila São Bento, teve novos afundamentos nesta quarta-feira (7)

A Rua Humaitá, no bairro Vila São Bento, em São José dos Campos (SP), registrou novos afundamentos nesta quarta-feira (7), reacendendo um problema que já preocupa moradores há mais de 15 anos.

Uma das crateras se abriu em frente a um condomínio e foi isolada pela Defesa Civil. Uma retroescavadeira também afundou em outro ponto da via enquanto realizava reparos, agravando ainda mais a situação.

Histórico de Afundamentos

Os problemas na Rua Humaitá não são recentes. Confira abaixo os principais episódios:

  • 2009 — Primeiro registro de afundamento, quando o asfalto cedeu após fortes chuvas. Foi realizada uma obra emergencial.
  • 2016 — Novo afundamento abriu uma cratera de cerca de dois metros de diâmetro. Moradores relataram instabilidade recorrente no solo da rua.
  • 2017 — Após nova chuva intensa, um coletivo afundou parcialmente ao passar pela via. A rua passou por recuperação.
  • 2021 — Afundamento levou ao rompimento de uma adutora da Sabesp, deixando a região sem abastecimento por mais de 24 horas.
  • 2023 — Moradores denunciavam rachaduras em imóveis próximos à rua. Obras de contenção foram feitas, mas dois meses depois o asfalto voltou a ceder.

O que dizem os moradores

Os moradores da região alegam que as intervenções feitas ao longo dos anos foram apenas paliativas.

“Vivemos com medo. O asfalto afunda, eles vêm, colocam massa e vão embora. Depois de dois meses, o buraco abre de novo”, afirmou uma moradora que vive há mais de 20 anos na rua.

Ela diz que já precisou fazer reformas na casa devido a rachaduras provocadas pela movimentação no solo.

Posicionamento da Prefeitura e Sabesp

A Prefeitura de São José dos Campos informou que uma equipe da Secretaria de Manutenção da Cidade acompanha a situação e vai realizar uma obra definitiva para estabilizar o solo.

Já a Sabesp afirmou, em nota, que técnicos estão no local para vistoriar eventuais danos estruturais da rede de esgoto e água. Disse ainda que se for constatada relação entre os afundamentos e o sistema operado pela companhia, tomará as providências necessárias.

Trânsito

Devido ao afundamento, a Rua Humaitá está parcialmente interditada. A recomendação da prefeitura é que os motoristas evitem passar pelo local.

Moradores relatam dificuldades para entrar e sair de casa: “Não dá para passar com o carro. Quem tem criança pequena ou idoso está preso em casa praticamente”, disse uma moradora.

Reivindicações

Além de uma solução definitiva, os moradores pedem maior fiscalização e transparência nas obras, com acompanhamento técnico e informações sobre os prazos de finalização.

Enquanto o problema não é resolvido, o medo continua a fazer parte da rotina de quem vive na Rua Humaitá.

Fonte: G1