Crateras em São José: rua da zona sul tem histórico de afundamentos há 15 anos; relembre casos
Rua na zona sul de São José dos Campos tem sequência de buracos desde 2009
O surgimento de uma cratera na rua Benedito Pereira Lima, na zona sul de São José dos Campos (SP), nesta semana, voltou a assustar moradores da região. A via já teve pelo menos outros cinco afundamentos desde 2009.
A última ocorrência foi na manhã de quarta-feira (7), após fortes chuvas nos dias anteriores. Imagens mostram que a cratera ocupa toda a extensão da rua, impedindo o trânsito e o acesso das casas pela via, no bairro Jardim Colonial.
Relembre os casos:
- 2009: Após uma forte chuva, a rua cedeu e formou um buraco que comprometeu o asfalto.
- 2012: Novo afundamento no mesmo ponto. Vizinhos apontaram problemas de drenagem.
- 2016: Nova obra de contenção foi feita após mais um buraco surgir na via.
- 2019: A rua voltou a ceder, gerando transtornos aos moradores.
- 2022: Após outro episódio de chuva intensa, o asfalto rachou e a via foi interditada.
- 2024: Cratera se abriu completamente, engolindo parte da rua. O trânsito está bloqueado.
Os moradores afirmam que não se sentem seguros com a situação e reivindicam uma solução definitiva. Eles relatam apreensão sempre que chove forte.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de São José dos Campos informou que enviou equipes da Defesa Civil, Infraestrutura e da concessionária Águas de São José ao local na quarta-feira. Segundo o órgão, uma galeria de águas pluviais rompeu e parte do solo afundou.
A área segue interditada e a Defesa Civil avalia os riscos na região. Ainda não há previsão para liberação da via.
Moradores reclamam de abandono
Além dos prejuízos com os buracos e as interdições, os moradores relatam dificuldades para sair ou acessar suas casas. Em alguns trechos da rua, apenas a pé é possível passar pela área.
“Não é a primeira vez que isso acontece. A gente já não aguenta mais. Toda vez que chove, ficamos com medo”, diz a moradora Maria Carolina Santos.
A população cobra mais investimento do poder público e diz que parte das soluções feitas anteriormente foram apenas paliativas.
Fonte: G1







