Violência: maioria dos homicídios no Vale do Paraíba e região tem relação com adegas, aponta PM
Levantamento da Polícia Militar aponta que 58% dos homicídios registrados na RMVale de janeiro a novembro de 2023 ocorreram nas proximidades de adegas e bares
Um levantamento feito pela Polícia Militar aponta que 58% dos homicídios registrados no Vale do Paraíba e Região Bragantina entre janeiro e novembro de 2023 têm relação com adegas ou bares. Os dados levantados pela corporação mostram que esses crimes aconteceram nas proximidades desses locais.
Conforme o levantamento feito pela PM, nos 39 municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVale), foram registrados 121 homicídios dolosos (quando há intenção de matar) entre janeiro e novembro de 2023.
Do total, 71 aconteceram em um raio de até 500 metros de adegas e bares. Isso equivale a 58,6% do total de homicídios registrados no período.
Entenda como são definidos esses pontos
Segundo a PM, o estudo foi feito com base em ocorrências de homicídios dolosos registradas entre janeiro e novembro de 2023 na região. A ideia foi identificar os pontos de maior vulnerabilidade e a correlação dos crimes com os comércios de bebidas alcoólicas.
“A gente percebeu que uma parte considerável dos homicídios dolosos ocorria em locais públicos ou de acesso comum, sendo frequente entorno de adegas e bares, que muitas vezes funcionam de forma irregular”, disse o coronel Milanês, comandante da PM da RMVale.
Por que as adegas são associadas à criminalidade?
Segundo a Polícia Militar, alguns pontos foram associados ao aumento da ocorrência de homicídios em torno desses ambientes:
- Relação com tráfico de drogas
- Funcionamento irregular durante a madrugada
- Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
- Disputas entre grupos rivais
- Armas em posse de frequentadores
“Muitos desses ambientes não têm alvará, funcionam fora do horário permitido e se tornam pontos de conflito entre grupos rivais ou clientes alcoolizados, levando a crimes graves, inclusive homicídios”, ressaltou o coronel Milanês.
Ações da PM e prefeituras
Como resposta a essa estatística, a Polícia Militar afirma que intensificou operações em áreas de maior vulnerabilidade e realiza ações de fiscalização em conjunto com as prefeituras e a Vigilância Sanitária para controlar o funcionamento desses estabelecimentos.
“Quando encontramos alguma irregularidade, como falta de alvará ou funcionamento fora do horário permitido, notificamos as prefeituras para que tomem as medidas administrativas cabíveis. Em alguns casos, o local é interditado”, afirmou o comandante.
A PM também orienta os moradores a denunciarem estabelecimentos que funcionam de forma irregular ou representam risco à segurança pública.
“É importante que a população participe e denuncie. A atuação conjunta entre forças de segurança e sociedade civil é essencial para reduzir os índices de violência”, concluiu Milanês.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 190 ou pelo Disque-Denúncia 181.
Fonte: G1







