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Polícia Científica de SP reforça atendimento humanizado a mulheres vítimas

Imagem: Violência contra mulheres SP

Polícia Científica de SP reforça atendimento humanizado a mulheres vítimas

O combate à violência contra mulheres SP ganha um novo e importante capítulo com a implementação do projeto SPTC Mulher, pela Superintendência da Polícia Científica de São Paulo. O objetivo é transformar a forma como vítimas de violência são acolhidas e periciadas, promovendo integrações entre os serviços, humanizando o atendimento e fortalecimento da produção de provas fundamentais para punir os agressores.

SPTC Mulher: nova esperança para vítimas de violência contra mulheres SP

O projeto SPTC Mulher foi criado pela Portaria SPTC nº 49/2026, publicada no Diário Oficial do Estado em 16 de outubro de 2026. Seu foco principal é unificar e aprimorar os procedimentos periciais realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) e pelo Instituto de Criminalística (IC). Agora, profissionais dessas áreas contam com diretrizes claras, protocolos padronizados e fluxos de trabalho integrados com a Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher (SP Mulher).

Com essa integração, a Polícia Científica busca reforçar a articulação com Saúde, Segurança Pública e toda a rede de proteção, lutando para que vítimas de violência contra mulheres SP possam sentir-se acolhidas e seguras durante um momento tão delicado. “Queremos que os profissionais tenham protocolos claros e que os diferentes serviços trabalhem de forma articulada, garantindo um atendimento mais qualificado, acolhedor e seguro”, destaca a médica-legista Mariana da Silva Ferreira, coordenadora do projeto.

Como vai funcionar a integração no enfrentamento à violência contra mulheres SP?

O SPTC Mulher determina a criação de uma comissão interdepartamental que irá analisar propostas, estabelecer diretrizes e avaliar como o atendimento às vítimas pode ser constantemente aprimorado. Além disso, a comissão conta com membros da Secretaria de Políticas Pública para a Mulher para garantir que as reais necessidades das vítimas estejam em primeiro lugar.

Entre as atribuições estão:

  • Elaboração e revisão de protocolos específicos para casos de violência.
  • Padronização dos fluxos de atendimento entre as unidades envolvidas.
  • Aprimoramento da coleta, armazenamento de amostras biológicas e identificação genética.
  • Garantia da cadeia de custódia dos vestígios, assegurando integridade das provas.

Projetos que visem criar ou alterar procedimentos dentro do IML e IC serão submetidos à avaliação dessa comissão, que terá até 60 dias para apresentar um relatório, prorrogável mediante justificativa. Com isso, busca-se melhorar cada etapa do atendimento pericial, tornando-o cada vez mais eficaz.

Salas Lilás: acolhimento diferenciado durante a espera pelo exame pericial

Outra iniciativa que caminha lado a lado com o SPTC Mulher é a implantação das Salas Lilás em unidades do IML. Esses espaços exclusivos foram pensados para que mulheres vítimas de violência contra mulheres SP aguardem o exame em um ambiente seguro, reservado e acolhedor, livre de constrangimentos comuns na recepção tradicional.

As Salas Lilás também previnem situações delicadas, como o risco de a mulher encontrar o próprio agressor durante a espera. Atualmente, cinco salas estão em funcionamento: na Equipe de Perícias Médico-Legais (EPML) Oeste, Casa da Mulher Brasileira e nos municípios de Bauru, Presidente Prudente e Americana. A expansão é realidade, com previsão de implantação de mais oito unidades, visando contemplar todos os 11 Núcleos de Perícias Médico-Legais do estado.

Enfrentando a violência sob todos os ângulos

O fortalecimento dessas ações reafirma o papel fundamental da Polícia Técnico-Científica no combate à violência contra mulheres SP. Não basta reunir provas para punir os agressores. É essencial proteger, acolher e garantir dignidade a quem busca justiça.

Segundo Adriana Liporoni, secretária de Políticas para a Mulher, “a criação do SPTC Mulher representa mais um avanço na qualificação desse atendimento, na prevenção da revitimização e no fortalecimento da rede de proteção às mulheres no Estado de São Paulo”. O compromisso é com um atendimento seguro, acolhedor e eficiente, unindo justiça e cuidado humano.

Compromisso coletivo e humanização do atendimento

Para o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, o enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação integrada entre Polícia Científica, Polícias Civil e Militar — além da sensibilização da população sobre a gravidade do tema. Todo esse esforço conjunto visa que nenhuma mulher seja revitimizada, e que o processo de acolhimento e produção de provas aconteça com segurança, respeito e humanidade.

O avanço da Polícia Científica paulista no atendimento a vítimas de violência contra mulheres SP aponta para um futuro em que justiça e apoio às vítimas caminham lado a lado, reforçando a importância de políticas públicas especializadas e de constante aperfeiçoamento das práticas institucionais.

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